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17 de Janeiro de 2008
A Federaçao Internacional dos jornalistas (FIJ) condenou hoje os recentes actos de intimidaçäo do jornalista Albert Dabo na Guiné-Bissau pelo o Chefe da Marinha Nacional, o Contra Almirante José Americo Bubo Na Tchuto, assim como as ameaças de morte anonimas que o jornalista recebeu atravès do téléfone.
Senhor Dabo começou a receber as amaeças em Junho passado quando senhor Tchuto acuso-lhe de lhe ter atribuido culpa as alegaçoes segundo o qual os soldados estâo implicados no tràfico da droga. As acusaçoes estavam baseadas sobre uma entrevista por uma televisâo britânica no qual o jornalista serviu de interprete. O chefe de Marinha engajou igualmente as perseguiçoes contra Senhor Dabo em Agosto passado no tribunal criminal. O processo esta ainda em curso.
“Estes ameaças contra Albert Dabo é uma tentativa para fazer calar os jornalistas que fazem a cobertura do tràfico da droga na Guiné-Bissau”, declarou Gabriel Baglo, Director do Bureau Africa da FIJ. “O processo contra o nosso colega é uma tentativa de intimidaçâo. E por isso, que nos pedimos ao Governo de tomar suas medidas para pôr um termo a esta perseguiçâo penal e as intimidaçoes que Dabo e outros jornalistas de investigaçâo confrontam no pais”.
Albert Dabo, que trabalha com Agência Reuters e com a estaçâo da radio privada Bombolom FM, recebeu as ameaças de morte desde do mês de Junho. Em razao da gravidade destas ameaças, ele tinha entrado na clandestinidade durante um certo periodo, mais as ameaças recomeçaram.
No dia 7 de janeiro de 2008, senhor Tchuto parou sua viatura na circulaçâo na capital de Bissau, e mostrou seu punho de uma maneira ameaçadora ao senhor Dabo. Algumas horas mas tarde, o jornalista recebeu uma ameaça de morte por telefone.
Apos a queixa do Chefe da Marinha contra Dabo, este ultimo foi inculpado em Agosto por difamaçäo, violaçâo de segredos de Estado, denuncias calomniosas abusos de liberdade de imprensa e colusâo com os jornalistas estrangeiros.
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